O Meu Portefólio

A Biologia e os Desafios da Atualidade

Cultivo de plantas e criação de animais

Reprodução seletiva em plantas

A seleção empírica de sementes permitiu, ao longo do tempo, o melhoramento das espécies utilizadas. Selecionar espécies fazendo cruzamentos entre plantas com características que se desejavam reunidas numa mesma planta permitiu o aparecimento de variedades novas e mais rentáveis.

A seleção de novas variedades por isolamento progressivo conduz à obtenção de novas plantas, cujo programa genético associa caracteres que existiam separados nos progenitores.

Na alimentação utilizam-se certas plantas que resultam de mutações e que foram selecionadas posteriormente.

Espécie selvagem do género Brassica.

Os brócolos são uma variedade de couve obtida por mutações sucessivas da espécie selvagem do género Brassica.

No caso considerado, os agricultores, a partir de uma espécie selvagem do género Brassica, conseguiram obter variedades de plantas com aspetos muito diferentes e com aproveitamento  na nossa alimentação.

Na minha opinião, a reprodução seletiva de plantas é muito importante, pois com isto criou-se novas variedades de plantas, as quais são essenciais ao ser humano. Se não houvesse a seleção de plantas, hoje em dia, não poderíamos comer repolho, couve-flor, brócolos, que derivaram da espécie selvagem brassica. Mas existem muitos outros exemplos de alimentos criados pela reprodução seletiva de plantas.

Necessidades crescentes na alimentação humana tornam indispensável melhorar qualitativa e quantitativamente a produção de plantas. Entre as técnicas utilizadas podem considerar-se: clonagem de plantas, regeneração de plantas a partir de protoplastos e engenharia genética no melhoramento de plantas.

Clonagem de plantas

Estas plantas foram clonadas, sendo geneticamente idênticas entre si e à planta que as originou.

Regeneração de plantas a partir de protoplastos

É possível regenerar plantas completas a partir de protoplastos, quando colocados em meio de cultura em condições assépticas.

Obtenção de batateiras a partir de protoplastos.

Engenharia genética no melhoramento de plantas

A aplicação da tecnologia do DNA recombinante possibilitou a manipulação do genoma.

A biologia molecular permite isolar genes com interesse e transferi-los para o genoma de outro organismo, transgenes, transformando-o. É esta transformação genética chamada transgénese que conduz à obtenção de organismos geneticamente modificados (OGM).

Muitos OGM são construídos tendo em vista uma exploração agrícola. A planta transformada é então uma planta de cultura e o transgene um gene de interesse agronómico. A trangénese é assim utilizada para melhoramento de plantas.

As plantas apresentam características que facilitam o melhoramento genético:

  • possuem um ciclo de vida curto, o que permite uma seleção rápida de novas características;
  • podem ser autofecundadas, permitindo a fixação de uma nova característica introduzida;
  • produzem numerosa descendência, o que permite o aparecimento de mutações, aumentando a diversidade.

A resistência a doenças, o melhoramento de qualidades nutritivas, a produção de compostos com interesse económico, a resistência a condições ambientais extremas, permitindo a utilização de terrenos com condições adversas, e muitas outras características de melhoramento de plantas têm sido conseguidas recorrendo à engenharia genética.

Reprodução seletiva em animais

Tal como na reprodução seletiva das plantas, pode efetuar-se o cruzamento entre animais com certas características para obter organismos com as características desejadas.

Globalmente, entre as razões que levam os criadores a selecionar animais, podem destacar-se:

  • produção de melhor carne, leite e ovos;
  • obtenção de maior descendência;
  • obtenção de animais mais resistentes a doenças e a parasitas.

Clonagem da ovelha Dolly.

A clonagem é um processo rápido que envolve poucos custos e produz um elevado número de organismos geneticamente idênticos, mas reduz a variabilidade genética das espécies.

Tal como no cruzamento seletivo, na clonagem, uma redução da variabilidade dos indivíduos de uma população reduz o número de alelos do fundo genético, diminuindo a probabilidade de serem produzidas novas variedades, quer naturalmente quer artificialmente.

O desenvolvimento de técnicas agropecuárias que utilizam, cada vez mais, métodos industriais, procurando rentabilidades máximas, conduz a sucessos de produção consideráveis, mas que podem ter consequências nefastas para a saúde humana, para outros animais e para o próprio meio.

Engenharia genética na criação de animais

A transgénese animal foi realizada com sucesso, pela primeira vez, em 1982, quando uma equipa de investigadores obteve ratos trangénicos. Ratinhos geneticamente modificados são utilizados como modelos para o estudo de doenças humanas.

O aspeto mais controverso do uso de animais transgénicos em larga escala envolve o melhoramento genético de animais domésticos com interesse económico decorrente de modificações na anatomia e na fisiologia dos animais. A polémica entre defensores e críticos destas tecnologias ainda está longe  de ter terminado. Os primeiros apontam o uso desta tecnologia como uma solução para a fome mundial, garantindo a sua inocuidade; os segundos alertam para os efeitos colaterais negativos ao nível de eventuais afeções na saúde pública.

Ao criar a reprodução seletiva em animais todos os criadores de gado saíram beneficiados, pois assim o seu gado foi melhorado geneticamente, reproduzindo mais leite, terem boa fertilidade, terem boa carne, etc..

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